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Resenha: O Senhor da Chuva.


Título Original: “O Senhor da Chuva”.
 
Autor (a): André Vianco.
 
Ano: 2001.
 
Número de páginas: 268.
 
Editora: Novo Século.
 
Edição: 1ª edição.

 
Quando vi “O Senhor da Chuva” pela primeira vez na livraria Cultura de Porto Alegre, em primeiro lugar me apaixonei pela bela capa, o modo como as sombras se fundem, o raio que cai iluminando parcialmente a escuridão... Os traços que correm pela capa e se cruzam até que tomam a forma do anjo misterioso.

Mas como costumo fazer com muitos livros, fui enrolando nos primeiros capítulos, o início não me prendeu muito e eu parei de ler completamente. Aquele não era o tipo de romance que eu esperava, e pensei que talvez aquele livro não fosse um dos melhores do André Vianco, do qual eu já tinha lido outros livros que acabei por amar descontroladamente.

Mas então, quando comecei a trabalhar a noite me vi obrigada a começar a ler um livro para me manter acordada por doze horas a fio no hospital, pensei que já era hora de tirar novamente aquele livro de capa tão bonita da minha prateleira e me forçar a lê-lo.

Minha surpresa foi grande quando abri as páginas de O Senhor da Chuva novamente sem esperar nada e, quando dei por mim, parei de ler já era dia, hora de passar o plantão e ir embora. Aquela com certeza era a minha hora de ler o livro.

A história começa com Gregório, um traficante pequeno na cidade de São Paulo, que consegue um trabalho grande, o qual acabaria com os seus problemas para o resto da vida, dando a ele a chance de sair do tráfico com seu único comparsa, Renan.

Thal é um dos guerreiros divinos mais bem visado entre os irmãos de luz. Famoso por seus feitos, ele alça vôo pelos altos prédios da capital de São Paulo olhando e protegendo aqueles poucos humanos que ainda tem fé e amor no Todo Poderoso dos cães malvados de Satanás.

Até então não há como imaginar que estas duas vidas de essências tão distintas vão se cruzar, mas Thal enquanto rege por sua protegida vê o humano Gregório por em risco sua própria vida e de seu companheiro Renan, e acaba olhando pelos dois rapazes a fim de que eles consigam sair com vida da negociação com Pablo, um traficante dos grandes que leva Renan como garantia de pagamento pela droga que forneceu a Gregório. Kel, o cão infernal, se sente afrontado pela intromissão do anjo em sua área e planeja se vingar da criatura celeste.

Thal, então, se sente na obrigação de salvar a vida do menino das mãos de Pablo, visando que ainda há salvação para sua alma. Então o anjo acaba por reger por Gregório durante a negociação, porém acaba emboscado pelos comparsas de Kel, e anjo e humano acabam sucumbindo ao plano malévolo do cão.

Em meio ao desespero nem mesmo a chuva, que é força benéfica para as criaturas de luz, é capaz de curar as feridas do anjo que em meio à dor acaba por quebrar a maior de todas as regras do plano espiritual.

Mas quando você acha que tudo vai girar em torno apenas destes dois seres, eis que entra em cena Samuel, um agricultor da pequena cidade de Belo Verde, interior de São Paulo. Preocupado demais com a época de seca, o fazendeiro nada mais deseja que a chuva abençoe suas terras engordando sua colheita e, quando ele tem suas preces ouvidas com um temporal muito esperado uma surpresa a mais vem com a chuva: Gregório, seu irmão gêmeo desaparecido há anos é encontrado ferido em meio às folhas do milharal, mas o que Samuel não imagina é que a aparição misteriosa do irmão mudará todo o rumo de sua pacata vida.

Gregório acorda na fazenda do irmão isento de ferimentos e de memórias, sem saber pelo que passou e em como chegou até ali, porém quando chega à noite e Gregório adormece. É a vez de Thal, o anjo,despertar e descobrir que estava vivo e compartilhando o mesmo corpo do mortal que tentara salvar no beco. Uma manobra que salvou

sua vida e a do Humano, mas que acaba também por condenar muitas almas de Belo Verde no momento em que Kel os encontra e exige seu direito pela Batalha Negra; o preço pelo qual Thal terá que pagar pelo erro de tomar o corpo de Gregório para se salvar.

Uma história totalmente digna e cheia de surpresas. Vianco rende seus leitores com tamanha descrição de detalhes onde você acaba por se sentir em meio a batalha onde demônios digladiam pelo direito de tomar almas humanas transformando-as em vampiros e os anjos guerrilham pelo direito de salvá-las.

A vitória dos anjos depende apenas da fé dos humanos que devem proteger, mas a escuridão também tem suas cartas na manga e farão de tudo para que nem a chuva e nem a fé sejam capazes de salvar estes anjos de luz.

Um livro de sentimentos simples e que nos mostra que para ter fé não é preciso ver com os olhos, mas sentir com o coração.

E apenas para dar fim ao que comecei, tomarei conta das palavras que André Vianco utilizou na contracapa do livro, e que a meu ver acaba se tornando a frase mais importante:

“De qual lado você vai estar?”

Cari
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1 comentários:

Lud*.* disse...

Eu Amooo esse livros!

Mas sou suspeita para falar pq amo todos do André Vianco!

Eu pelo contrario, quando peguei o livro não parei mais, ele me prendeu desde o começo!

Amei a Resenha Roxy!!!

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