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Resenha "O Guardião dos Gentios"




Resenha: O Guardião dos Gentios
Título Original: “O Guardião dos Gentios”
Autor (a): I. Iesovitch.
Ano: 2005.
Número de páginas: 442.
Editora: Centauro Editora.
Edição: 1ª edição.


O Guardião dos Gentios foi um livro que chegou a mim quase que por acidente num dia normal de trabalho, onde uma colega comentou estar lendo um livro sobre a segunda guerra mundial — um assunto que sempre me interessa — e que gostaria de ver um bom filme sobre o assunto. Acabei por indicar o filme “A Queda”, o qual ela assistiu e, dias depois, me apareceu com o livro em mãos para que eu lesse.

Confesso que não estava nos meus planos mais um livro para a fila dos vários que existem no meu roupeiro para ler, porém não pude deixar de ouvir o quanto minha amiga gostou do livro. Acabou que ele passou na frente de todos os outros em minha lista e agora posso dizer a mesma coisa que ela disse: é um livro fascinante.

O livro conta toda a trajetória de Adolf Hitler desde o seu nascimento em 1889, em Branau – Áustria até a sua morte em 1945, em Berlim – Alemanha.

O autor explora a vida do maior ditador da história desde seu princípio, mostrando um jovem aparentemente normal, inteligente e de um futuro brilhante, que se perdeu em algum ponto do caminho.
A obra mostra as decepções de sua vida, como a rejeição sofrida nas escolas de arte e de arquitetura. Como ele se mudou da Áustria para tentar a vida na Alemanha dos sonhos, vivendo apenas de sua arte; e em como, ainda na juventude, tivera como grande amigo um judeu que sempre estava disposto a ajudá-lo nas dificuldades. Também mostrou o início de seu ódio doentio pelos judeus no momento em que adquiriu sífilis de uma prostituta judia.

Também conta com um breve resumo a vida daqueles que doentiamente o apoiavam e realizavam todo o tipo de barbáries doentias com a desculpa de construir uma Alemanha livre dos judeus usurpadores dos empregos, para construir um país de seres humanos perfeitos com o mais puro sangue da raça Ariana.
Os discursos de Joseph Goebles que foram capazes de convencer todo um país de que o “Fuher” era o grande salvador da Alemanha. Heinrich Himmler, que acabara por conquistar os demais países Europeus em cima de mentiras e golpes forjados por seu oficial SS preferido intitulado como o “Ariano Perfeito”.

Mas além de todas as atrocidades, o autor ainda insere alguns personagens fictícios fascinantes. Fala da triste luta do povo judeu mandado aos temíveis campos de concentração onde milhares de vidas inocentes foram perdidas. Também ressalta o esforço do Partido Nazista em passar uma Alemanha perfeita para com os visitantes que viriam de todos os lugares do globo para assistir às Olimpíadas das aparências, que apenas visava mostrar aos lideres das demais potências toda a superioridade do povo germânico. Ainda mostra os tratados com o Japão e a Itália de Mussoline, além dos tratados de comércio com a Rússia de Stalin.

E mesmo depois de toda essa atmosfera tensa, onde toda uma nação é dizimada e torturada pelos temíveis agentes da Gestapo, o autor é capaz de suavizar as grandes injustiças capazes de causar repugnância ao leitor com um pouco de romance, mesmo que passageiro, entre uma garota judia e um oficial de alto escalão da SS. 

Ao leitor só basta ressaltar a leitura de um livro espetacular, que o faz se indignar com as atrocidades e injustiças, se deliciar com todo o conhecimento adquirido e ainda se decepcionar com o homem que teve toda a inteligência para acabar com a fome e o desemprego de um grande país, toda a força para unir uma nação em busca de um ideal que infelizmente era totalmente deturpado. Um homem que tinha tudo para causar boas mudanças, mas que apenas marcou toda uma geração de terror e medo.

Aninha, ler seu livro valeu a pena ouvir o horror da minha avó com medo de eu ter virado nazista e também valeu os olhares tortos todos os dias pela manhã quando ia para o trabalho.

Obrigado!

Espero que tenham gostado.

Beijos Cari

P.S: Aos demais que podem entender minha resenha de forma errada, Hitler era um homem doente e mau, com ideias doentias e obscuras. Ele não é o herói deste livro e, sim, o grande vilão.


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